A obra de Saramago “Ensaio sobre a cegueira” que transformou-se em produção cinematográfica é uma ótima análise do âmago do ser humano, de seus instintos mais primitivos, pois quando são retirados todos os seus dogmas e preconceitos (cegueira) e os indivíduos são colocados em uma espécie de estado de natureza estes sentimentos afloram, o medo, a dominação, o egoísmo, mas ainda neste ambiente há espaço para a convivência pacífica, mesmo que “em extinção”. Esse cenário se estende para todos e a animalidade humana é vista, contudo aquela harmonia também se desloca e neste instante surge a dúvida, continuar cego e me preservar das hostilidades do mundo que vê e é cego? Ou voltar a enxergar e tentar um recomeço expurgando as antigas mazelas?
A degradação da sociedade humana, a manipulação dos indivíduos, o colapso urbano são os temas centrais desta obra, a partir dela uma discussão que coloca em dúvida a sociedade atual pode iniciar-se e as conclusões são óbvias, estruturamos um modelo de vida que não funciona! Somos adestrados, como classificava Foucault, capturados em uma maquinaria do poder que nos esquadrinha, nos desarticula e nos recompõe, assim, nosso potencial criativo é controlado; vivemos em uma hiper-realidade, na qual os paradoxos coexistem lado a lado e as pessoas se vêem como se outras fossem.
Diante desse cenário Saramago propõe uma nova humanização, em que o outro seja perceptível ao nosso olhar, nas palavras do autor, “se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.” Afinal, o nosso século presencia a desagregação familiar, o consumismo, a queda dos valores como o respeito ao outro, o individualismo, hoje em uma casa não há mais atividades em conjunto, cada um no SEU quarto, com SUA televisão, no SEU computador, a desvalorização do AMOR...
Por isso, o desfecho do livro revela-se como o nascimento de um novo ser humano, assim, libertados das velhas mazelas voltam a ver. Isso é possível? Sim, mas no momento atual restrito para poucos, como, igualmente, revela o escritor.
NÃO PERCA NA PRÓXIMA POSTAGEM:
"Quem nunca sofreu uma injustiça?"
A degradação da sociedade humana, a manipulação dos indivíduos, o colapso urbano são os temas centrais desta obra, a partir dela uma discussão que coloca em dúvida a sociedade atual pode iniciar-se e as conclusões são óbvias, estruturamos um modelo de vida que não funciona! Somos adestrados, como classificava Foucault, capturados em uma maquinaria do poder que nos esquadrinha, nos desarticula e nos recompõe, assim, nosso potencial criativo é controlado; vivemos em uma hiper-realidade, na qual os paradoxos coexistem lado a lado e as pessoas se vêem como se outras fossem.
Diante desse cenário Saramago propõe uma nova humanização, em que o outro seja perceptível ao nosso olhar, nas palavras do autor, “se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.” Afinal, o nosso século presencia a desagregação familiar, o consumismo, a queda dos valores como o respeito ao outro, o individualismo, hoje em uma casa não há mais atividades em conjunto, cada um no SEU quarto, com SUA televisão, no SEU computador, a desvalorização do AMOR...
Por isso, o desfecho do livro revela-se como o nascimento de um novo ser humano, assim, libertados das velhas mazelas voltam a ver. Isso é possível? Sim, mas no momento atual restrito para poucos, como, igualmente, revela o escritor.
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"Quem nunca sofreu uma injustiça?"

2 críticas ou não...:
Olá, vi oseu comentario la no meu blog psiqueativa e vim aqui comentar...
se quiser dar uma olhada sobre uma reflexão sobre o tema deste livro do Saramago
http://caiogarrido.blogspot.com/2008/11/ensaio-sobre-cegueira-iviivviix.html
Abrs!
Caio
www.sualista.com.br
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